Eu fui um blogueiro durante 2 anos, 2 meses e 4 dias. Muito bom para quem nunca foi de expor sua vida para outras pessoas.
O nascimento desse blog foi muito natural. Como saio quase todas as noites para dançar e ouvir música, as pessoas sempre me perguntavam onde era um bom lugar para sair e se divertir. Com o tempo, as pessoas começavam a me mandar torpedos pelo celular, e eu respondia. Acabei criando um grupo de amigos no meu celular que, semanalmente, eu enviava os lugares onde eu estava indo dançar.
O problema é que esse grupo chegou a ter 250 integrantes e estava ficando caro enviar mensagens para todos. Solução: vou criar um blog. Pronto, o Blog do Cantinho começava a funcionar.
Entre o primeiro post e o de número 862 (último), aconteceram muitas coisas interessantes.
O que era um blog para ter uns 100 acessos semanais, chegamos a ter mais de 4000 acessos por mês. O blog ficou conhecido a ponto de me passarem - até hoje acontece - releases de shows que, normalmente, são destinados a imprensa. Já me chamaram de jornalista, critico de arte, critico músical e mais um monte de coisas que eu nunca fui. Eu, simplesmente, fui um blogueiro que queria ajudar os amigos a arrumar um lugar bom para assistir um show ou dançar e economizar o dinheiro dos SMS.
Esse blog também me deu o prazer de conviver novamente com Mario Mammana, que sempre foi um artista da música, mas que não sabia que era um artista das letras. Sabia que era um boêmio, mas não sabia que era um excelente critico de bares da cidade. Tive o prazer IMENSO de te-lo ao meu lado nesse blog em mais de 40 posts. Devo conhece-lo desde 1991/92, mas nessa época eu não sabia nada de samba e nem sonhava em dançar. Apesar de termos idades aproximadas, Mario já era um boêmio, músico, tinha muitos amigos e sempre foi muito popular. Ele era uma pessoa que eu admirava muito. E essa admiração ficou maior depois desse tempo todo.
Sabendo disso, imagine a honra que eu tenho de ter tido seus textos expostos em meu blog. Obrigado, Marião.
Para quem acha que irá sentir falta dos textos de Mario Mammana, como eu, aqui vão 2 links para você continuar em sua companhia: http://www.facebook.com/pages/Prateleira-de-Palavras/185155861529844 e http://obaroscopio.blogspot.com/.
Obrigado a todos vocês que nos acompanhavam semanalmente. Obrigado a todos os mais de 60 seguidores do blog e que, a maior parte, eu não conheço pessoalmente. Enfim, obrigado a todos que sempre foram muito gentis comigo.
Até um dia !
Tentarei, nesse Blog, mostrar o que para mim é fonte de prazer. Belas Pessoas, Belos Músicos, Belos Ambientes, Belos Destinos, ou seja, o Belo, em geral, será parte integrante deste blog. Quem estiver de acordo com esses propósitos e quiser comentar alguma postagem, por favor, deixe também o seu recado.
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domingo, 2 de outubro de 2011
domingo, 18 de setembro de 2011
Eu fui... e gostei
Tive a felicidade de estar no Auditorio Ibirapuera, domingo, dia 11/9. Fui assistir ao show - recomendado por esse blog - do Panorama do Choro Paulistano Contemporâneo.
Essa é a terceira apresentação que vejo deles. Todas as vezes eu fico surpreso de ver como é possível ter tanto músico bom em uma cidade como São Paulo. É impressionante.
É emoção do começo ao fim.
Enquanto escrevo, fico pensando como é possível conseguir reunir todos esses grandes músicos em uma única noite, para promover um show. Certamente, não é por dinheiro. Simplesmente, por que não deve ser um grande cachê, e será dividido entre uns 20 músicos, ou seja, não sobra nada pra ninguém. Então, por que quase todos os compositores e muitos outros músicos estavam lá ?
Por que eles são generosos e a generosidade faz parte do grande músico.
Pra vocês terem uma ideia, das 16 músicas inéditas desse cd, ao menos 7 foram feitas dedicadas a alguém. O que já mostra a generosidade desses compositores.
Existe também um outro motivo muito grande. E esse motivo se chama Roberta Valente. Sem essa grande musicista, esse grupo não teria muito em comum. É claro que alguns deles se conheciam antes desse espetáculo, mas todos convergem para a pandeirista e pesquisadora do grupo. É claro que o também pandeirista e pesquisador Yves Finzetto, tem uma grande participação, mas ter todos aqueles grandes músicos no palco é obra de Roberta Valente. Quem a conhece, sabe disso. Não é a toa que, nada mais nada menos que Nailor Proveta e Laércio de Freitas fizeram suas músicas dedicadas a ela.
Fico muito honrado e orgulhoso de ser amigo de todos os componentes do sexteto (João Poleto, Alexandre Ribeiro, Roberta Valente, Yves Finzetto, Henrique Araujo e Gian Corrêa) e de alguns compositores como Alessandro Penezzi, Zé Barbeiro, Milton de Mori, João Poleto, Laércio de Freitas e etc.
Pra me deixar mais feliz ainda, assim que o show acabou fui para o bar Genial (rua girassol, 374 - vila madalena), reservar uma mesa gigante para reunir boa parte dos músicos e fecharmos a noite em grande estilo.
Quase todos estavam lá,mas o bom mesmo foi ter ficado Marcia e eu, conversando com Laércio de Freitas (eu passaria dias conversando com ele) e sua esposa Piki, que também me dá um prazer muito grande de estar em sua companhia. Estou emocionado, só de escrever esse texto.
Deve ter sido o melhor dia do ano pra mim. Como eu amo isso tudo !!!
Parabéns a todos esses músicos maravilhosos.
Você consegue ouvir todas as músicas desse cd maravilhoso no link Panorama. Ouça ! Se gostar, compre o cd para que nossos músicos possam continuar esse trabalho maravilhoso. Depois de ter o cd em mãos, vá até o Ó do Borogodó e peça para os músicos darem seus autógrafos. Lá você irá encontrar Roberta Valente, Zé Barbeiro, Alessandro Penezzi, Alexandre Ribeiro, Henrique Araujo, Gian Corrêa e muitos mais.
Para provar que eu estive com esse povo todo, tenho foto e vídeo:
Essa é a terceira apresentação que vejo deles. Todas as vezes eu fico surpreso de ver como é possível ter tanto músico bom em uma cidade como São Paulo. É impressionante.
É emoção do começo ao fim.
Enquanto escrevo, fico pensando como é possível conseguir reunir todos esses grandes músicos em uma única noite, para promover um show. Certamente, não é por dinheiro. Simplesmente, por que não deve ser um grande cachê, e será dividido entre uns 20 músicos, ou seja, não sobra nada pra ninguém. Então, por que quase todos os compositores e muitos outros músicos estavam lá ?
Por que eles são generosos e a generosidade faz parte do grande músico.
Pra vocês terem uma ideia, das 16 músicas inéditas desse cd, ao menos 7 foram feitas dedicadas a alguém. O que já mostra a generosidade desses compositores.
Existe também um outro motivo muito grande. E esse motivo se chama Roberta Valente. Sem essa grande musicista, esse grupo não teria muito em comum. É claro que alguns deles se conheciam antes desse espetáculo, mas todos convergem para a pandeirista e pesquisadora do grupo. É claro que o também pandeirista e pesquisador Yves Finzetto, tem uma grande participação, mas ter todos aqueles grandes músicos no palco é obra de Roberta Valente. Quem a conhece, sabe disso. Não é a toa que, nada mais nada menos que Nailor Proveta e Laércio de Freitas fizeram suas músicas dedicadas a ela.
Fico muito honrado e orgulhoso de ser amigo de todos os componentes do sexteto (João Poleto, Alexandre Ribeiro, Roberta Valente, Yves Finzetto, Henrique Araujo e Gian Corrêa) e de alguns compositores como Alessandro Penezzi, Zé Barbeiro, Milton de Mori, João Poleto, Laércio de Freitas e etc.
Pra me deixar mais feliz ainda, assim que o show acabou fui para o bar Genial (rua girassol, 374 - vila madalena), reservar uma mesa gigante para reunir boa parte dos músicos e fecharmos a noite em grande estilo.
Quase todos estavam lá,mas o bom mesmo foi ter ficado Marcia e eu, conversando com Laércio de Freitas (eu passaria dias conversando com ele) e sua esposa Piki, que também me dá um prazer muito grande de estar em sua companhia. Estou emocionado, só de escrever esse texto.
Deve ter sido o melhor dia do ano pra mim. Como eu amo isso tudo !!!
Parabéns a todos esses músicos maravilhosos.
Você consegue ouvir todas as músicas desse cd maravilhoso no link Panorama. Ouça ! Se gostar, compre o cd para que nossos músicos possam continuar esse trabalho maravilhoso. Depois de ter o cd em mãos, vá até o Ó do Borogodó e peça para os músicos darem seus autógrafos. Lá você irá encontrar Roberta Valente, Zé Barbeiro, Alessandro Penezzi, Alexandre Ribeiro, Henrique Araujo, Gian Corrêa e muitos mais.
Para provar que eu estive com esse povo todo, tenho foto e vídeo:
domingo, 17 de julho de 2011
Eu fui ... e gostei bastante
Sou muito fã do trabalho de Juliana Amaral e sou seu amigo pessoal. Por isso, é muito dificil fazer uma avaliação de uma pessoa tão querida. É a primeira vez que faço isso e não pretendo fazer tão cedo novamente.A expectativa é muito grande e como eu não aceito fazer adulações gratuitas, fico torcendo para que minha amiga faça um show excepcional para que possa avaliar da maneira mais positiva possível. E eu me conheço: não economizaria palavras caso alguma coisa saisse errado.
Bom... Vamos a avaliação dupla: do show Samba Mínimo, de Juliana Amaral, e da Casa de Francisca.
Através do site do Casa de Francisca (www.casadefrancisca.art.br) pude comprar, sem maiores transtornos, com meu cartão de crédito, os ingressos para o espetáculo Samba Mínimo, de Juliana Amaral. Na confirmação impressa, dizia para chegarmos com, pelo menos, 1 hora de antecedencia com o risco de perdermos os lugares reservados, caso a casa estivesse lotada.
Como já sabiamos que a Casa de Francisca tinham poucos lugares, Marcia e eu chegamos cedo para que não perdessemos nossa reserva e pudessemos escolher um melhor lugar, já que não existem lugares marcados. Além disso, não há valet na casa, portanto, tive que deixar o carro na rua por que não consegui encontrar um estacionamento próximo. O melhor é ir de taxi.
Depois que entramos, eu jamais esperaria encontrar o que encontrei. Imagine uma casa de 3 pavimentos, mas sem os pisos. No meio dessa casa uma "escada" (se é que se pode chamar de escada) com tamanhos de degraus variados, ligando o palco até o último pavimento. Dos dois lados dessa "escada", no primeiro piso, mesas para 2, 4, 6 e 8 pessoas. No segundo pavimento, uma mesa redonda, grande, onde várias pessoas podem se sentar compartilhando a mesma mesa e algumas "antigas cadeiras de cinema" onde você apenas senta, sem apoio para pratos, mas com a possibilidade de apoiar copos. No terceiro pavimento, uma ou duas mesinhas (não consegui ver direito) para 2 pessoas e mais "cadeiras de cinema".
Isso sem contar as duas escadas laterais, onde uma leva ao camarim e a outra, imagino, até a cozinha. Dá a impressão que você está em uma pintura do Dali.
Ou seja, apenas olhando para o lugar, dá a sensação de um espaço totalmente alternativo.
Como estavamos em 2 pessoas, podiamos escolher ou uma mesa grudada ao palco ou uma outra no último andar da casa. Como em nenhum dos lugares haveria problemas para se enxergar o palco ou ouvir o show, escolhemos o lugar onde havia cadeiras almofadadas, bem proximo do palco. A foto acima, um pouco escura demais, foi tirada de onde estavamos sentado.
O mais interessante é que mesmo com aquele ar simples e "alternativo", a casa não oferece refrigerantes nem porções, os pratos são pequenos com preços de prato grande (R$ 31,00 por um nhoque muito saboroso), cervejas importadas na faixa de R$ 9,00 e Whisky por R$ 22,00 a dose. O atendimento é bom e os garçons simpáticos.
Isso fez a casa ter um contraponto entre a simplidade da aparencia e a sofisticação dos serviços que a casa oferece. Gostei. São Paulo precisava de uma casa desse tipo.
O show atrasou mais de 20 minutos, previsto para começar as 22hs, com pedidos de desculpas sinceras do anfitrião. Além disso, ele disse que a casa não atende a pedidos enquanto o show estiver em andamento e pediu silencio, mesmo quando fossemos embora, já que eles estão localizados em uma região residencial e não querem incomodar os vizinhos. O público presente atendeu sem maiores problemas.
Simples como a casa, o espetáculo tem apenas 2 músicos - Samba Sam (percussão) e Gian Corrêa (violão de 7 cordas) - e, claro, Juliana Amaral na voz.
Antes de cantar sua primeira música, a cantora começa o espetáculo recitando versos. Isso aconteceu várias vezes durante os 80 minutos de espetáculo.
Para meu alívio, nem a voz rouca atrapalhou o show dessa grande cantora que alternava entre recitar e cantar.
Mais uma vez, o contraponto se fez. A simplicidade de ter apenas 3 músicos no palco e a sofisticação de um show que envolveu poesia e música de qualidade.
Esse foi um show de aparência simples em uma casa tão simples quanto, unidas em sofisticação tanto cultural - do Samba Mínimo - quanto dos serviços da casa.
Parabéns aos dois.
domingo, 3 de julho de 2011
Eu fui .... e a Banda é otima, mas a casa ....
Semana passada eu disse que falaria sobre um show que vi em Paris, mas vou ter que adiar mais uma semana.
Fui ver um show, quinta-feira passada, dia 30/06/11, e tenho que compartinhar com vocês.
As pessoas que leem normalmente esse blog acham que eu gosto de meter o pau nos shows e nas casas de São Paulo. Não é verdade. Mas quando as coisas te afrontam e te desrespeitam, parece que as palavras vão surgindo mais facilmente.
Como já vinha anunciando desde 15/5 (e acho que fui o primeiro a anunciar isso, incluindo-se todas as mídias - internet, jornais, revistas, tv e etc.), a Gafieira Sarambá faria sua primeira apresentação no Studio Emme (r. pedroso de moraes, 1036 - pinheiros). Eu venho rasgando elogios a essa banda desde então.
Não me decepcionei. A união do Quinteto em Branco e Preto com os principais metais da Banda Mantiqueira, é de uma felicidade sem tamanho. Não poderia haver união melhor que essa. Nem se a vocalista fosse ruim, essa banda perderia o charme. E ela é boa. O nome dela é Carol Bezerra.
Claro que ela cometeu alguns deslizes vocais - o que é normal em uma primeira apresentação - que foram corrigidos muito habilmente, até mesmo por que sua presença de palco é impressionante e sua experiência como atriz lhe dá uma segurança que dificilmente encontramos por ai.
Se alguem da banda estiver lendo esse blog, por favor, corrijam uma falha que, no meu modo de ver, é criminosa para a música. É tão grave que acho que merecia um pedido de desculpas para o Germano Mathias e para o compositor da música "Falso Rebolado", Venâncio.
Existe uma estrofe que diz assim: "Já presenciei você fazer um teste / Nesse mesmo teste você não aprovou". Nesses 2 versos o autor quis dizer que ela não foi aprovada no teste, portanto, essa frase está errada gramaticalmente e a Carol Bezerra cantou assim: "Já presenciei você fazer um teste / Nesse mesmo teste você não foi aprovada".
Quem conhece o Germano Mathias sabe que ele tem todo aquele jeitão paulistano, lembrando o saudoso Adoniran Barbosa, com seus erros de português. Essa mudança que foi feita é como se tivessem pegado a frase "Tiro ao Alvaro" e mudado para "Tiro ao Alvo" ou o "Arnesto" virasse "Ernesto". Perde todo o sentido e mata a licença poética.
Nessa mesma música ainda tem uma estrofe inteira que diz: "É um pecado mortal / Você dizer que saiu de porta-bandeira / Em quatro escolas de samba / Favela, Portela, Império, Mangueira". Como ela não conhecia a escola de samba Favela, foi simplesmente mudado para Salgueiro. Pronto! Problema resolvido. Por favor, ponha a escola de samba original no seu devido lugar.
Se ela fosse filha do Collor ou do José Sarney - que gostam de esconder o passado - seria justificada a mudança da história da música, mas nesse caso não.
Por favor, volte a música ao original.
Eu sei que eu devia ser um dos poucos que estavam lá que conhecia essa música, mas todos tem direito de conhecer a música como ela é. A ditadura foi em outra época.
Inclusive, quem quiser conhecer o LP "Gilberto Gil & Germano Mathias - Antologia do Samba-Choro", vai ver que além dessa música existem outras muito boas também.
Não vão achando que por que eu falei dessa música, eu achei o show ruim, hein !! Eu A-DO-RE-I o show. E gostei da Carol Bezerra também. Foi um belissimo espetaculo.
Mas o Estúdio Emme não é o lugar indicado para esse show.
Os organizadores dessa casa não tem a menor ideia do que é uma gafieira. Nenhuma ideia.
Alguém, por favor, expliquem pra eles que gafieira não é balada. Que o principio básico de uma gafieira é o respeito às pessoas presentes e que o espaço da pista de dança é sagrado.
Quando eu e a Marcia (minha namorada) adentramos ao local do espetáculo já vi que não ia prestar. Não existia nenhuma mesa/cadeira para se sentar, a não ser que você pagasse mais 20,00 (além dos 40,00 já pagos na bilheteria).
Imagine aquele monte de mulheres que foram a uma gafieira para dançar e que estavam com seus saltos altos, tendo que ficar de pé esperando o show começar e não ter nenhum lugar nem para colocar a bolsa ou para descansar as pernas.
Enquanto isso, os convidados da produção - incluindo o maestro Julio Medaglia - iam se dirigindo aos camarotes reservado especialmente para eles.
Em um determinado momento, vi a grande cantora Nanana da Mangueira entrando na casa. Estranhamente, não foi em direção ao camarote. Ficou lá, ao nosso lado, com seu salto 12, de pé, esperando o show começar.
Depois de uns 30 minutos e muita gente de pé depois, entrou uma senhorinha de uns 80 e tra-la-la de anos e não era Vip. E agora ? Iam cobrar 20 contos da velhinha. Não. Eles foram buscar uma cadeira para ela sentar. Pra que !! Todo mundo queria uma cadeira. Até a gente conseguiu 2 cadeiras para a Marcia e um amigo sentarem.
Pronto! Estavamos mais ou menos colocados. Eu, preocupado com a Nanana, vi que ela estava sentadinha ao lado da amiga.
Não deu 5 minutos, a produção mandou tirar todas as cadeiras da frente do bar por que atrapalhava a venda de bebidas. Infelizmente, eu não consegui tirar foto, mas meus amigos estão de prova, eu vi a Nanana arrastando a sua cadeira no meio da pista de dança para poder ter o direito de ver o show a que ela pagou R$ 40,00 para assistir, sentada.
O Estudio Emme, em nenhum momento, anunciou que era R$ 40,00 de pé e R$ 60,00 sentado. Foi uma falta de respeito sem tamanho, principalmente, para uma GAFIEIRA.
Pessoal da produção do Estúdio Emme, por favor, entendam: GAFIEIRA NÃO É BALADA.
Não se pode usar a mesma formula para uma gafieira e para um bando de adolescentes que ficam jogando talco no chão pra ficar deslizando.
Quem paga para ir a uma gafieira tem o direito de sentar e ter a garantia de que pessoas não fiquem paradas no meio da pista, impedindo os clientes de dançar.
Nesse espetáculo, além de nada disso ser garantido, a pista estava cheio de garrafas de plástico e latinhas. Para onde você se virasse você chutava algum objeto.
Era a visão do inferno.
É por isso que eu digo que a excelente apresentação da Gafieira Sarambá não pode ser realizada no Estúdio Emme. A organização do evento não chega aos pés da qualidade musical apresentada.
Ou a organização do evento aprende a fazer alguma coisa respeitosa para as pessoas ou fique com as suas baladinhas adolescentes.
Para que o Estudio Emme não cometa mais faltas como essa, vou colocar uma série de vídeos para que eles possam conhecer quem é Nanana da Mangueira, e fiquem envergonhados de ter tratado todos nós dessa forma:
Fui ver um show, quinta-feira passada, dia 30/06/11, e tenho que compartinhar com vocês.
As pessoas que leem normalmente esse blog acham que eu gosto de meter o pau nos shows e nas casas de São Paulo. Não é verdade. Mas quando as coisas te afrontam e te desrespeitam, parece que as palavras vão surgindo mais facilmente.
Como já vinha anunciando desde 15/5 (e acho que fui o primeiro a anunciar isso, incluindo-se todas as mídias - internet, jornais, revistas, tv e etc.), a Gafieira Sarambá faria sua primeira apresentação no Studio Emme (r. pedroso de moraes, 1036 - pinheiros). Eu venho rasgando elogios a essa banda desde então.
Não me decepcionei. A união do Quinteto em Branco e Preto com os principais metais da Banda Mantiqueira, é de uma felicidade sem tamanho. Não poderia haver união melhor que essa. Nem se a vocalista fosse ruim, essa banda perderia o charme. E ela é boa. O nome dela é Carol Bezerra.
Claro que ela cometeu alguns deslizes vocais - o que é normal em uma primeira apresentação - que foram corrigidos muito habilmente, até mesmo por que sua presença de palco é impressionante e sua experiência como atriz lhe dá uma segurança que dificilmente encontramos por ai.
Se alguem da banda estiver lendo esse blog, por favor, corrijam uma falha que, no meu modo de ver, é criminosa para a música. É tão grave que acho que merecia um pedido de desculpas para o Germano Mathias e para o compositor da música "Falso Rebolado", Venâncio.
Existe uma estrofe que diz assim: "Já presenciei você fazer um teste / Nesse mesmo teste você não aprovou". Nesses 2 versos o autor quis dizer que ela não foi aprovada no teste, portanto, essa frase está errada gramaticalmente e a Carol Bezerra cantou assim: "Já presenciei você fazer um teste / Nesse mesmo teste você não foi aprovada".
Quem conhece o Germano Mathias sabe que ele tem todo aquele jeitão paulistano, lembrando o saudoso Adoniran Barbosa, com seus erros de português. Essa mudança que foi feita é como se tivessem pegado a frase "Tiro ao Alvaro" e mudado para "Tiro ao Alvo" ou o "Arnesto" virasse "Ernesto". Perde todo o sentido e mata a licença poética.
Nessa mesma música ainda tem uma estrofe inteira que diz: "É um pecado mortal / Você dizer que saiu de porta-bandeira / Em quatro escolas de samba / Favela, Portela, Império, Mangueira". Como ela não conhecia a escola de samba Favela, foi simplesmente mudado para Salgueiro. Pronto! Problema resolvido. Por favor, ponha a escola de samba original no seu devido lugar.
Se ela fosse filha do Collor ou do José Sarney - que gostam de esconder o passado - seria justificada a mudança da história da música, mas nesse caso não.
Por favor, volte a música ao original.
Eu sei que eu devia ser um dos poucos que estavam lá que conhecia essa música, mas todos tem direito de conhecer a música como ela é. A ditadura foi em outra época.
Inclusive, quem quiser conhecer o LP "Gilberto Gil & Germano Mathias - Antologia do Samba-Choro", vai ver que além dessa música existem outras muito boas também.
Não vão achando que por que eu falei dessa música, eu achei o show ruim, hein !! Eu A-DO-RE-I o show. E gostei da Carol Bezerra também. Foi um belissimo espetaculo.
Mas o Estúdio Emme não é o lugar indicado para esse show.
Os organizadores dessa casa não tem a menor ideia do que é uma gafieira. Nenhuma ideia.
Alguém, por favor, expliquem pra eles que gafieira não é balada. Que o principio básico de uma gafieira é o respeito às pessoas presentes e que o espaço da pista de dança é sagrado.
Quando eu e a Marcia (minha namorada) adentramos ao local do espetáculo já vi que não ia prestar. Não existia nenhuma mesa/cadeira para se sentar, a não ser que você pagasse mais 20,00 (além dos 40,00 já pagos na bilheteria).
Imagine aquele monte de mulheres que foram a uma gafieira para dançar e que estavam com seus saltos altos, tendo que ficar de pé esperando o show começar e não ter nenhum lugar nem para colocar a bolsa ou para descansar as pernas.
Enquanto isso, os convidados da produção - incluindo o maestro Julio Medaglia - iam se dirigindo aos camarotes reservado especialmente para eles.
Em um determinado momento, vi a grande cantora Nanana da Mangueira entrando na casa. Estranhamente, não foi em direção ao camarote. Ficou lá, ao nosso lado, com seu salto 12, de pé, esperando o show começar.
Depois de uns 30 minutos e muita gente de pé depois, entrou uma senhorinha de uns 80 e tra-la-la de anos e não era Vip. E agora ? Iam cobrar 20 contos da velhinha. Não. Eles foram buscar uma cadeira para ela sentar. Pra que !! Todo mundo queria uma cadeira. Até a gente conseguiu 2 cadeiras para a Marcia e um amigo sentarem.
Pronto! Estavamos mais ou menos colocados. Eu, preocupado com a Nanana, vi que ela estava sentadinha ao lado da amiga.
Não deu 5 minutos, a produção mandou tirar todas as cadeiras da frente do bar por que atrapalhava a venda de bebidas. Infelizmente, eu não consegui tirar foto, mas meus amigos estão de prova, eu vi a Nanana arrastando a sua cadeira no meio da pista de dança para poder ter o direito de ver o show a que ela pagou R$ 40,00 para assistir, sentada.
O Estudio Emme, em nenhum momento, anunciou que era R$ 40,00 de pé e R$ 60,00 sentado. Foi uma falta de respeito sem tamanho, principalmente, para uma GAFIEIRA.
Pessoal da produção do Estúdio Emme, por favor, entendam: GAFIEIRA NÃO É BALADA.
Não se pode usar a mesma formula para uma gafieira e para um bando de adolescentes que ficam jogando talco no chão pra ficar deslizando.
Quem paga para ir a uma gafieira tem o direito de sentar e ter a garantia de que pessoas não fiquem paradas no meio da pista, impedindo os clientes de dançar.
Nesse espetáculo, além de nada disso ser garantido, a pista estava cheio de garrafas de plástico e latinhas. Para onde você se virasse você chutava algum objeto.
Era a visão do inferno.
É por isso que eu digo que a excelente apresentação da Gafieira Sarambá não pode ser realizada no Estúdio Emme. A organização do evento não chega aos pés da qualidade musical apresentada.
Ou a organização do evento aprende a fazer alguma coisa respeitosa para as pessoas ou fique com as suas baladinhas adolescentes.
Para que o Estudio Emme não cometa mais faltas como essa, vou colocar uma série de vídeos para que eles possam conhecer quem é Nanana da Mangueira, e fiquem envergonhados de ter tratado todos nós dessa forma:
domingo, 23 de janeiro de 2011
Eu Fui.... e voltaria
Domingo, dia 16/01/2011, fui ao aniversário do meu amigo Salgueiro (Wenceslau, para os não intimos). Na verdade, seu aniversário é dia 02/1 mas, como era de se esperar, havia poucas pessoas em São Paulo e não seria justo com uma pessoa tão popular com ele, comemorar seu aniversário sem os amigos presentes.Eu e a Márcia fomos ao local designado, onde seria a comemoração de mais um aninho dentro de todos os mais de 50 que ela já possui (não posso revelar a verdadeira idade de uma pessoa tão vaidosa como ele). O lugar se chama Restaurante e Mercearia Pau Brasil e fica numa travessa da Av. Engenheiro Caetano Alvares, próximo ao Forum de Santana.
É isso mesmo: restaurante e mercearia. Não tire conclusões apressadas.
Chegamos lá por volta das 20hs. Pegamos nossa comanda, entramos no local e logo a nossa frente vimos um balcão típico de lanchonete com caixa registradora, geladeiras e tudo mais que uma lanchonete teria. O aniversariante nos explicou que nos dias de semana, o local é um restaurante "self-service", que atende aos comerciantes da região e, principalmente, ao Forum de Santana, a 50m do local.
Ao lado direito do balcão, tinha um DJ com toda a aparelhagem e um excelente repertório de sambas para todos os gostos (samba-rock, gafieira e pagode).
Em oposição ao balcão, ao lado direito e esquerdo da porta de entrada havia, aproximadamente, umas 20 mesas, que até o final da noite já estavam lotadas. É um ambiente sem luxo, puxado para o popular, mas muito receptivo e agradável.
Para variar, eu e a Márcia abrimos a pista ao som de um pagode muito bem escolhido.
Depois de 3 músicas, como o a maioria dos presentes não se levantavam para dançar, eu comecei a achar que ou estavam tímidos ou sóbrios demais. Engano meu. Quando começou a tocar samba-rock, a pista encheu.
Apesar da casa fechar à meia-noite, às 22hs tivemos que ir embora mas, naquele momento, a casa estava lotada com muita gente interessante, bonita, com um repertório de sambas muito bom, uma pista suficiente para 10 casais confortavelmente e uma entrada de apenas R$ 10,00.
Sabe o que mais me surpreendeu ? O ambiente educado, respeitoso e familiar, como toda a gafieira deveria ser. É impressionante, depois de conhecer tantas "gafieiras" em São Paulo, se deparar com um restaurante e mercearia oferecendo o principal conceito de uma gafieira de verdade.
Parabéns aos donos, à equipe de som e aos frequentadores do Pau Brasil.
Um parabéns especial ao meu amigo Salgueiro pelo seu aniversário e por ter me proporcionado um domingo surpreendentemente bom.
O endereço do local é: Rua Vitorio Primon, 360 - Santana.Qualquer dúvida ligue para (11) 3966-1075.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Eu fui... e gostei (Madri)

São poucos os lugares para se ouvir música brasileira de qualidade em Madri. Um deles é o Kabokla (calle san vicente ferrer, 55 - www.kabokla.es). O dono, Yago, é muito simpático, assim como o professor de forró e gafieira, Marcinho.
A música é mecânica, mas o DJ é totalmente influenciável. É só pedir que ele toca a música que você quiser.
Como na maioria dos bares que conhecemos, não existe uma pista de dança, mas há um espaço entre as mesas que dá para dançar, pelo menos, 4 casais confortavelmente. Como poucas pessoas se atrevem a entrar na pista, vocês não terão o menor problema em mostrar seus passinhos e fazer amizades, já que os espanhóis que frequentam essa casa são muito acessíveis e agradáveis.
Vale a pena conhecer.
Um outro lugar que me foi recomendado, por todos os dançarinos que conheci, é o Bourbon Café (carrera de san jeronimo, 5 - www.thebourboncafe.net).
Dizem (infelizmente não pude ir conferir) que o lugar toca uma musica brasileira de qualidade com um bom espaço para dançar. É ponto de encontro dos dançarinos da cidade, aos domingos.
A vida noturna em Madri vai de quarta a domingo. Os bares, normalmente, abrem às 23hs e vão até as 5hs da manhã, inclusive aos domingos.
A maioria das casas - mesmo as com música ao vivo - não cobram entrada. Mas é melhor checar os valores antes de ir.
domingo, 12 de dezembro de 2010
Eu fui.... e sai rapidinho.
Fui ao Praça Madalena, na rua Aspicuelta, 585, na Vila Madalena.
A casa é legal, com mesas em local aberto e mais mesas na parte interna. O público é de moçada entre 20 e 30 anos.
No fundo da casa, há um palco e uma pequena pista de dança (é possível que 4 casais dancem com conforto). E por módicos R$ 5,00 você poderá entrar e assistir ao show.
Com relação à casa, acredito que o som poderia ser melhor trabalhado, mas pelo preço, a relação custo/benefício ainda é positiva.
Fui assistir à cantora Paula Souto, com mais 2 exigentes amigos. Já conhecia um pouco do trabalho da vocalista, mas fazia tempo que não a assistia.
Ela está muito melhor do que eu lembrava. Ela, sozinha, levou a banda nas costas e ainda driblou as dificuldades que a casa impunha com o som mediano.
Se a banda quisesse uma dica minha, eu diria a eles não mais cantarem enquanto não fizerem um curso de canto. Nos 15 minutos que fiquei lá, o repique tombou e a baqueta do surdo voou em direção à pedaleira do cavaquinho, desligando o aparelho. Foi engraçado, mas não pode acontecer novamente.
Meus exigentes amigos - Oswaldo e Paulo - vendo toda a dificuldade da banda, quiseram ir ao Ó do Borogodó. 2 contra 1, perdi a batalha. Saimos após 15 minutos depois de entrarmos.
Depois, fiquei sabendo que a vocalista e mais 2 integrantes da banda estavam substituindo os músicos da casa.
É uma pena que a Paula Souto não esteja cantando lá constantemente. Ela é ótima. Gostaria de vê-la acompanhada de bons músicos.
Abaixo um vídeo da Paula Souto cantando com outro grupo.
A casa é legal, com mesas em local aberto e mais mesas na parte interna. O público é de moçada entre 20 e 30 anos.
No fundo da casa, há um palco e uma pequena pista de dança (é possível que 4 casais dancem com conforto). E por módicos R$ 5,00 você poderá entrar e assistir ao show.
Com relação à casa, acredito que o som poderia ser melhor trabalhado, mas pelo preço, a relação custo/benefício ainda é positiva.
Fui assistir à cantora Paula Souto, com mais 2 exigentes amigos. Já conhecia um pouco do trabalho da vocalista, mas fazia tempo que não a assistia.
Ela está muito melhor do que eu lembrava. Ela, sozinha, levou a banda nas costas e ainda driblou as dificuldades que a casa impunha com o som mediano.
Se a banda quisesse uma dica minha, eu diria a eles não mais cantarem enquanto não fizerem um curso de canto. Nos 15 minutos que fiquei lá, o repique tombou e a baqueta do surdo voou em direção à pedaleira do cavaquinho, desligando o aparelho. Foi engraçado, mas não pode acontecer novamente.
Meus exigentes amigos - Oswaldo e Paulo - vendo toda a dificuldade da banda, quiseram ir ao Ó do Borogodó. 2 contra 1, perdi a batalha. Saimos após 15 minutos depois de entrarmos.
Depois, fiquei sabendo que a vocalista e mais 2 integrantes da banda estavam substituindo os músicos da casa.
É uma pena que a Paula Souto não esteja cantando lá constantemente. Ela é ótima. Gostaria de vê-la acompanhada de bons músicos.
Abaixo um vídeo da Paula Souto cantando com outro grupo.
domingo, 21 de novembro de 2010
Eu Fui .... e fiquei frustrado
Diziam as boas línguas que o Diquinta ia ter, todas as quintas-feiras, um baile de gafieira. Fui conferir, graças ao meu amigo Salgueiro, que liberou a entrada para mim, para minha namorada e alguns amigos.
Chegamos, dia 18/11, quinta-feira, por volta das 22h30. Casa vazia. Devia haver umas 10 pessoas no ambiente bem decorado, com garçons bem arrumadinhos e o DJ tocando uns sambas muito bem escolhidos. Não pudemos sentar em nenhuma das mesas por que todas as 10 mesas (aproximadamente) estavam reservadas até as 23hs. Ficamos em uns banquinhos ao fundo.
Por volta das 23hs, começou a aula de gafieira, com o simpático e gentil professor Renato nos convidando para participar da aula. Ficamos apenas assistindo. A aula foi diferente de tudo que já vi, por que durante todos os 45 minutos da aula nenhum casal se formou. As aulas eram dadas separadamente para as damas e para os cavalheiros. A aula acabou e ninguém dançou nenhuma música, nem para tentar ver se eles sabiam fazer os passos que aprenderam em companhia do parceiro. Estranho.
DJ tocando músicas boas e aula de gafieira. Tudo indicava que seria um bom local para se poder dançar às quintas-feiras.
Assim que acabou a aula, parece que o DJ incorporou um ser que parecia ser a mistura de Jorge Benjor com Rolling Stones e Village People. Ele tocou Charm, Samba-Rock, Pop, samba-enredo e etc., ou seja, tudo que nem lembrava uma gafieira. Isso aconteceu por mais de 1 hora. Um pouco maçante pra mim, mas o público que frequenta a casa constantemente estava gostando. Minha namorada, amou! Dançou samba-rock até não poder mais.
A banda sobe ao palco às 0h30, mas começa a tocar apenas à 1h. Eram 6 percussionistas, 1 violão, 1 cavaquinho e 1 trompete (que devia estar muito cansado, por que tocou sentado o tempo todo tirando um som bem xinfrim).
Foi um pagodão, tocado por instrumentistas ruins. A vocalista Dona Duda Ribeiro foi a que tirou a melhor nota, mesmo pedindo para os clientes da casa irem chupar o pirulito que ela distribuia a todos que chegassem ao palco, usando a expressão "Vem chupar, vem !!!".
Eles tocaram músicas que, em alguns casos, não dava pra dançar. Era impossível.
Se aquilo que eles fizeram no palco fosse em um feijoada, a céu aberto, em um sábado ensolarado, acho que alguns deslizes teriam passado em branco, mas foi em uma casa fechada à 1h da manhã, de uma quinta-feira e que custava R$ 40,00 apenas para entrar.
O preço está muito além do que foi apresentado. R$ 10,00 estaria muito bem pago. Por R$ 15,00 eu assisto a Gafieira Nacional, no Ó do Borogodó, a partir das 23hs, na segunda-feira.
No site da casa (www.diquinta.com.br), apenas cita que terá uma aula de gafieira às quintas-feiras. Em nenhum lugar estava escrito que seria um baile de gafieira. E não foi mesmo. Fui frustrado pelas boas línguas.
Pena !
Chegamos, dia 18/11, quinta-feira, por volta das 22h30. Casa vazia. Devia haver umas 10 pessoas no ambiente bem decorado, com garçons bem arrumadinhos e o DJ tocando uns sambas muito bem escolhidos. Não pudemos sentar em nenhuma das mesas por que todas as 10 mesas (aproximadamente) estavam reservadas até as 23hs. Ficamos em uns banquinhos ao fundo.
Por volta das 23hs, começou a aula de gafieira, com o simpático e gentil professor Renato nos convidando para participar da aula. Ficamos apenas assistindo. A aula foi diferente de tudo que já vi, por que durante todos os 45 minutos da aula nenhum casal se formou. As aulas eram dadas separadamente para as damas e para os cavalheiros. A aula acabou e ninguém dançou nenhuma música, nem para tentar ver se eles sabiam fazer os passos que aprenderam em companhia do parceiro. Estranho.
DJ tocando músicas boas e aula de gafieira. Tudo indicava que seria um bom local para se poder dançar às quintas-feiras.
Assim que acabou a aula, parece que o DJ incorporou um ser que parecia ser a mistura de Jorge Benjor com Rolling Stones e Village People. Ele tocou Charm, Samba-Rock, Pop, samba-enredo e etc., ou seja, tudo que nem lembrava uma gafieira. Isso aconteceu por mais de 1 hora. Um pouco maçante pra mim, mas o público que frequenta a casa constantemente estava gostando. Minha namorada, amou! Dançou samba-rock até não poder mais.
A banda sobe ao palco às 0h30, mas começa a tocar apenas à 1h. Eram 6 percussionistas, 1 violão, 1 cavaquinho e 1 trompete (que devia estar muito cansado, por que tocou sentado o tempo todo tirando um som bem xinfrim).
Foi um pagodão, tocado por instrumentistas ruins. A vocalista Dona Duda Ribeiro foi a que tirou a melhor nota, mesmo pedindo para os clientes da casa irem chupar o pirulito que ela distribuia a todos que chegassem ao palco, usando a expressão "Vem chupar, vem !!!".
Eles tocaram músicas que, em alguns casos, não dava pra dançar. Era impossível.
Se aquilo que eles fizeram no palco fosse em um feijoada, a céu aberto, em um sábado ensolarado, acho que alguns deslizes teriam passado em branco, mas foi em uma casa fechada à 1h da manhã, de uma quinta-feira e que custava R$ 40,00 apenas para entrar.
O preço está muito além do que foi apresentado. R$ 10,00 estaria muito bem pago. Por R$ 15,00 eu assisto a Gafieira Nacional, no Ó do Borogodó, a partir das 23hs, na segunda-feira.
No site da casa (www.diquinta.com.br), apenas cita que terá uma aula de gafieira às quintas-feiras. Em nenhum lugar estava escrito que seria um baile de gafieira. E não foi mesmo. Fui frustrado pelas boas línguas.
Pena !
domingo, 14 de novembro de 2010
Eu fui... e achei legal (em Paris)


Na semana passada, falei sobre 2 bares legais em Paris e um local onde se pode aprender a dançar vários ritmos, inclusive gafieira.
O primeiro se chama Le Café de la Plage e fica na 59 rue de Charonne. Essa rua fica entre a Bastille e a Nation e o seu acesso é muito fácil. Fui lá em uma sexta-feira, onde a partir das 22hs um grupo de brasileiros e franceses se reunem no subsolo do bar para tocar, cantar e dançar músicas brasileiras. Tenho que admitir que dançar é um pouco difícil já que o lugar deve ter uns 30 m2 e enche rapidinho. Alguns músicos são bons, mas a maioria é medíocre. O vocalista é amador. O que salva é que todas as pessoas que estão lá (maioria de franceses) ficam muito felizes e animados ao som dessa roda de amigos e tornam o ambiente muito acolhedor. Se você não for muito exigente, poderá virar até freguês constante, já que o chopp custa apenas 2,50 euros e na maioria dos outros lugares, o menor valor é 4,00 euros. Só tem um detalhe: eles não são contratados da casa. A qualquer momento, eles podem não estar mais por lá.
O Bizz'art é um lugar onde, toda quarta-feira, tem forró a noite toda. Com direito a aula gratuita e tudo mais. É um lugar bonito, com palco para shows, um bar bastante grande e um público agradável, de maioria francesa. Detalhe: uma grande parte deles fala português fluentemente. Muito recomendado. Só não vá nesse bar aos fins de semana, quando tiver festa brasileira. É a maior roubada. Um público feio, mal-educado, grosseiro, de um baixo nível surpreendente. O Bizz'art fica no 167 Quai de Walmy, próximo ao metrô Louis Blanc.
O outro lugar que fui se chama Los Mexicanos.
Ok. Ok. É claro que um lugar chamado Los Mexicanos deve ter um monte de Mariachis e se deve dançar muita salsa. É verdade. Tem mesmo, mas segunda, quarta e domingo é só música brasileira.
Na segunda, tem um forró com uma bandinha muito xinfrim, mas fica lotado de franceses, espanhois, poloneses e etc. Os brasileiros são minoria, mas os estrangeiros dançam muito bem. Tem alguns que vão ao nordeste do Brasil, constantemente, só para dançar forró.
Na quarta, é a noite do carnaval brasileiro, onde tem uma hora de aula de axé, samba no pé, com direito a mulata fantasiada e tudo.
O melhor dia é o domingo. A partir das 21hs, tem aula de dança e depois rola uma banda (também xinfrim) de gafieira que faz o povo dançar. Fiquei surpreso. O nível de gafieira deles é altíssimo. Dancei com uma dama japonesa, várias francesas, uma cidadã da Martinica e apenas uma brasileira. Todas elas arrasavam. Era muito bom dançar com elas. E os meninos não ficavam atrás. Eles tinham uma técnica muito boa, faziam passos avançados e você sentia que eles tinham uma leveza no dançar que me deixou de boca aberta.
A única coisa ruim é que acabou por volta da meia-noite, por que depois que a banda sai, fica tocando uma série de axés, pagodes e um monte de música ruim e o público muda completamente. Mesmo assim, vale a pena.
O Los Mexicanos, fica na 10 rue de papillon, próximo ao metrô Poissonnière (linha 7).
Infelizmente, ja voltei de Paris e estou escrevendo esse post aqui de Sampa. Por enquanto não teremos mais dicas da cidade luz. Mas como vou passar o reveillon em Madri (desejo de namorada, a gente tem que realizar), tentarei trazer mais noticias de bares internacionais em breve.
domingo, 7 de novembro de 2010
Eu fui... e Adorei (em Paris)
Pra mim, estar em Paris sempre me relaxa e me faz ter a esperança de que o mundo ainda tem solução, apesar dos nossos políticos e da nossa brava gente brasileira. Quase todo ano venho para cá, mas sempre tem uma coisa nova pra fazer, um lugar novo para desbravar e pessoas interessantes para conhecer.Como estou me especializando em conhecer novos lugares, quando você estiver em Paris, algumas coisas são obrigatórias e, para quem dança ou gosta de música brasileira, existem alguns lugares que a nossa presença é requisitada. Vamos a eles:
Se você for ficar algum tempo em Paris e quer continuar a fazer aulas de gafieira, Zouk, LambaZouk, Salsa e etc, a dica é o Studio Massaro (290 boulevard voltaire - 11 arrondissement - metro Nation - http://www.studio-massaro.fr/). São duas salas muito bem decoradas, com um piso excelente e mesmo se você não sabe nada da língua de Proust, o professor francês - Sébastien Massaro - e sua parceira brasileira, Juliana Sanches, falam português. Recomendadíssimo.
Um outro lugar para se conhecer é o Studio L'Hermitage (8 rue de l'hermitage - metro Jourdain - http://www.studio-ermitage.com/). Entre no site, veja a agenda e descubra o que se tem pra assistir. A casa abre quase todos os dias. Todo último domingo do mês é a Gafieira Belleville. A banda é muito boa e a afinada vocalista só canta músicas brasileiras (sem nenhum sotaque, apesar de ser francesa). Excelente. Mas a sua programação é bem eclética. Se você gosta de tango, cumbia, milonga e outros ritmos, vai encontrar um dia pra você também. Os preços dos shows variam de 5 a 15 euros e o público esta entre 20 e 40 anos.
Outro lugar que melhorou muito desde a última vez que eu fui - em 2005 - foi o Blue Note (14 rue Muller - http://www.lebluenoteparis.com/). Essa casa, bem diferente da original, só toca música brasileira puxada para o jazz, mas com uma pista de dança que dá pra mostrar sua habilidades. O público está na faixa dos 30 a 45 anos. Certamente, você encontrará muitos brasileiros, o que nem sempre é uma coisa boa. Fique esperto, mas não deixe de conhecer. Não se paga para entrar. Ele fica pertinho da Sacré Coeur, em Montmartre, perto do metro Barbès Rochechouart, mas o melhor mesmo é ir de taxi.
Antes ou depois de ir a esses lugares não deixe de comer um "grec". Quem já foi ao centro de São Paulo já deve ter visto aqueles pedaços de carne pendurados e girando verticalmente, vulgarmente conhecidos como Churrasquinho Grego. O "grec" é isso ai, só que muito gostoso, acompanhado de salada, maionese e batata frita em um pão em formato de meia-lua ou no prato mesmo. O preço varia entre 4 e 6 euros. Coma. É muito bom pra acalmar a fome do fim de noite.
Na próxima semana dou mais umas dicas de Paris, finalizando o "Eu Fui" internacional.
Não deixe de vir a Paris e de curtir a noite daqui. Vale a pena.
Nas fotos acima, a primeira é a vista do Salão L'ermitage, a segunda é o logotipo do Blue Note.
Abaixo, um vídeo de Sébastien Massaro e Juliana Sanches
domingo, 24 de outubro de 2010
Eu fui.... e Detestei
Meu amigo Mário Fialho me encaminhou um e-mail que ele tinha recebido de um novo lugar onde se poderia dançar gafieira.
O flyer dessa nova casa dizia o seguinte: "Gafifa - A gafieira mais fina do Mundo. Um baile familiar e elegante dedicado ao melhor da gafieira e com participação de 30% de outros ritmos.... Todos os sábados das 21hs às 2hs. Entrada R$ 12,00."
Tinham outras besteiras, mas não será necessário dizê-las.
Fomos lá. Eu, Márcia, Mario e mais alguns amigos que chamamos para dançar "A gafieira mais fina do mundo".
Chegando lá, por volta de 22h30, ninguém nos recebeu à porta, mas mesmo assim fomos entrando. Encontramos um dos nossos amigos e sentamos à sua mesa. Alguns minutos depois chega um rapaz de terno e gravata perguntando se nós viemos para o "Aniversário". Quando respondemos que não, ele fez uma cara de interrogação que parecia que eu tinha dito algum absurdo.
O local parece uma pizzaria familiar com uma pequena pista de dança (da pra dançar um 5 casais com conforto). Um pouco estranho para a "gafieira mais fina do mundo", mas tudo bem.
A primeira música que ouvi quando cheguei foi um chá-chá-chá esquisito. Depois dessa música começou a série de apresentações para a aniversariante.
Teve apresentação amadora de tango, de samba (o único que ouvi enquanto fiquei lá) e de dança do ventre, com direito a espada na cabeça (que uma das bailarinas não conseguia equilibrar). Isso sem falar das gordinhas bêbadas que resolveram entrar na pista se mexendo que nem uma cobra, achando que estavam dançando como as dançarinas que ainda estavam em cena. Um horror.
Quando acabou esse show de horrores, recomeçou o DJ a colocar as músicas. Ele colocou de tudo. Até os Beatles tocaram. Samba que é bom, nada.
Sem contar que o DJ dava um espaço de uns 3 a 4 minutos entre uma música e outra.
Fiquei lá mais uns 40 minutos depois apresentação, até que me deu no saco e fui falar com gerente sobre o que estava acontecendo: Não tocava samba (que deveria ser 70%) e ainda tive que ficar vendo um bando de bêbados e amadores dançando por uns 30 minutos. Fui perguntar se ele cancelaria os R$ 12,00 da entrada, já que estava indo embora e o que foi prometido não tinha sido cumprido.
Ele me disse que o DJ que estava naquele momento não era o profissional da casa, por que esse profissional tinha ido fazer um trabalho em um lugar lá perto, mas que ele "já voltava" e que eu não tinha dado sorte, por que eu cheguei "atrasado" e que já tinha tocado muito samba. Não me liberou a entrada.
Quando fui pagar, perguntei à moça que estava no caixa quais cartões ela aceitava. Ela me responde: "Não sei". E fica olhando pra minha cara. E eu olhando pra cara dela. Até que ela se tocou e me disse que ela não era o caixa, que esse funcionário tinha trabalhado demais no almoço e que foi embora. E continuou olhando pra minha cara.
Só depois que eu sugeri que ela deveria descobrir que cartões a casa aceita, é que ela se dignou a se movimentar para ir atrás de uma resposta para a minha questão.
Ou seja, tinhamos um DJ que não era DJ, uma caixa que não era caixa, uma gafieira que não era gafieira.
Fazia muito tempo que eu não ia em um lugar tão ruim e com tamanha falta de respeito às pessoas presentes.
Aquela casa não deveria ter telhado. Deveria ter uma lona, por que parecia um circo.
Enquanto a casa for administrada por palhaços, será impossível alguém me ver por lá.
Vocês já foram avisados. Fujam de lá.
Feliz é o Mario Mammana que só conhece boteco legal.
AeroTango - Rua Otávio Tarquinio de Souza, 205 (aeroporto)
O flyer dessa nova casa dizia o seguinte: "Gafifa - A gafieira mais fina do Mundo. Um baile familiar e elegante dedicado ao melhor da gafieira e com participação de 30% de outros ritmos.... Todos os sábados das 21hs às 2hs. Entrada R$ 12,00."
Tinham outras besteiras, mas não será necessário dizê-las.
Fomos lá. Eu, Márcia, Mario e mais alguns amigos que chamamos para dançar "A gafieira mais fina do mundo".
Chegando lá, por volta de 22h30, ninguém nos recebeu à porta, mas mesmo assim fomos entrando. Encontramos um dos nossos amigos e sentamos à sua mesa. Alguns minutos depois chega um rapaz de terno e gravata perguntando se nós viemos para o "Aniversário". Quando respondemos que não, ele fez uma cara de interrogação que parecia que eu tinha dito algum absurdo.
O local parece uma pizzaria familiar com uma pequena pista de dança (da pra dançar um 5 casais com conforto). Um pouco estranho para a "gafieira mais fina do mundo", mas tudo bem.
A primeira música que ouvi quando cheguei foi um chá-chá-chá esquisito. Depois dessa música começou a série de apresentações para a aniversariante.
Teve apresentação amadora de tango, de samba (o único que ouvi enquanto fiquei lá) e de dança do ventre, com direito a espada na cabeça (que uma das bailarinas não conseguia equilibrar). Isso sem falar das gordinhas bêbadas que resolveram entrar na pista se mexendo que nem uma cobra, achando que estavam dançando como as dançarinas que ainda estavam em cena. Um horror.
Quando acabou esse show de horrores, recomeçou o DJ a colocar as músicas. Ele colocou de tudo. Até os Beatles tocaram. Samba que é bom, nada.
Sem contar que o DJ dava um espaço de uns 3 a 4 minutos entre uma música e outra.
Fiquei lá mais uns 40 minutos depois apresentação, até que me deu no saco e fui falar com gerente sobre o que estava acontecendo: Não tocava samba (que deveria ser 70%) e ainda tive que ficar vendo um bando de bêbados e amadores dançando por uns 30 minutos. Fui perguntar se ele cancelaria os R$ 12,00 da entrada, já que estava indo embora e o que foi prometido não tinha sido cumprido.
Ele me disse que o DJ que estava naquele momento não era o profissional da casa, por que esse profissional tinha ido fazer um trabalho em um lugar lá perto, mas que ele "já voltava" e que eu não tinha dado sorte, por que eu cheguei "atrasado" e que já tinha tocado muito samba. Não me liberou a entrada.
Quando fui pagar, perguntei à moça que estava no caixa quais cartões ela aceitava. Ela me responde: "Não sei". E fica olhando pra minha cara. E eu olhando pra cara dela. Até que ela se tocou e me disse que ela não era o caixa, que esse funcionário tinha trabalhado demais no almoço e que foi embora. E continuou olhando pra minha cara.
Só depois que eu sugeri que ela deveria descobrir que cartões a casa aceita, é que ela se dignou a se movimentar para ir atrás de uma resposta para a minha questão.
Ou seja, tinhamos um DJ que não era DJ, uma caixa que não era caixa, uma gafieira que não era gafieira.
Fazia muito tempo que eu não ia em um lugar tão ruim e com tamanha falta de respeito às pessoas presentes.
Aquela casa não deveria ter telhado. Deveria ter uma lona, por que parecia um circo.
Enquanto a casa for administrada por palhaços, será impossível alguém me ver por lá.
Vocês já foram avisados. Fujam de lá.
Feliz é o Mario Mammana que só conhece boteco legal.
AeroTango - Rua Otávio Tarquinio de Souza, 205 (aeroporto)
domingo, 17 de outubro de 2010
Eu fui .... e Gostei
Se você for ao Bar da Graça, na rua João Guimarães Rosa, 241 (Praça Roosevelt), você passará por um bar que fica no número 149, chamado Gaia na Gandaia. Eu fui lá na quarta-feira passada.Se você está acostumado aos bares do Itaim ou da Vila Madalena, possivelmente, você passará rapidinho pela frente desse bar achando que é um reduto de pessoas que não tem o que fazer. E você estará muito enganado. Pelo contato que eu tive, a casa parece ser administrada por gente séria e engajada em fazer o lugar dar certo. O preço da cerveja em lata é R$ 2,50, as porções - que são muito bem servidas - não passam de R$ 10,00 e o som da casa é melhor do que muitas casas que eu frequento com regularidade.
Nas quartas-feiras, a partir das 20hs, vá até lá, pague os R$ 12,00 na entrada (ainda não aceita cartões, nem cheques, apenas dinheiro) e vá até o subsolo. É lá onde você vai encontrar um pequeno lugar - mais de 30 pessoas o local fica lotado - com um grande grupo de samba chamado Samba de Verdade.
Esse grupo é formado por 3 cordas (violão, cavaquinho e banjo) e 3 percussões e quase todos os componentes são compositores.
Os vocalistas são o Leandro Costa (foto), ex-integrante do Grupo Dose Certa, e o Tito Amorim. E são surpreendentemente bons.
Ainda tive a felicidade de conhecer o filho da saudosa Odelise Camargo - que foi a Embaixatriz do Samba de São Paulo - dando uma canja na percussão.
Facilmente, já posso até fazer uma previsão: eles não ficarão muito tempo por lá. Se a casa não ficar com um bom movimento, eles terão que procurar outro lugar e, se a casa bombar, eles terão que achar outro lugar para caber todo mundo.
Por isso, aproveite agora e vá conhecê-los. E não esqueça de deixar os preconceitos em casa. Quando você olhar o bar, lembre-se que se o Ó do Borogodó dependesse da aparência para encher a casa, eles já teriam fechado faz tempo.
Essa casa tem o mesmo espírito dos grandes redutos de samba: gente boa administrando, preço bom, público interessante e músicos de qualidade. De brinde, você ganha uma pequena pista para dançar.
Eu gostei.
Gaia na Gandaia - Rua José Guimarães Rosa, 149 - Praça Roosevelt - tel. (11) 2765-9024
Samba de Verdade - Leandro Costa, Tito Amorim, Rodrigo Ferreira, Valter Silva, Marcelinho Henrique e Leandro Matos
domingo, 10 de outubro de 2010
Eu vi.... e Gostei
Todos os sábados , após dar minha aula de gafieira, na Barra Funda, das 14 as 15h30, eu decido onde vou ouvir uma boa música. Os lugares mais rotineiros para mim são: Zeppelin e Bar Samba, ambos na Vila Madalena.
Às vezes, as coisas se tornam tão rotineiras que você acaba esquecendo de dar o devido valor a essas coisas.
Eu tenho uma ligação bastante íntima com os meninos do grupo Dose Certa, que tocam no Bar Samba nas sextas à noite e na feijoada do sábado. Até participei - dançando - do clipe deles. Foram os meus 3 segundos de fama.
Alguns sábados atrás, estava eu, ouvindo aquele samba bom quando, de repente, entra uma noiva. É... uma noiva mesmo. Vestido branco, sapato branco, colarzinho, coisinhas brilhantes na cabeça e atrás dela, o trouxa, ops... quer dizer o noivo. Ele também estava todo elegante, gravata, camisa, costume, sapato, tudo combinando.
Eles tinham acabado de se casar e resolveram passar a "lua de mel" ouvindo o Dose Certa, ao vivo.
Foi uma sensação. Todos de boca aberta, abriram espaço para homenagear os recém-casados, que dançaram para todos os presentes.
Isso me fez pensar: O que leva um casal, que acabou de sair da cerimônia de casamento, resolver que deve ir a um bar, onde esta tocando um sambão ?
Só tenho uma resposta: esse grupo está além dos padrões que a gente conheçe. O Wilsinho, Alemão, Vinicius e o maestro Vitor DC são especiais.
Fico feliz de tê-los entre os meus amigos.
O dia que você puder, passe lá e veja o que você acha.
Às vezes, as coisas se tornam tão rotineiras que você acaba esquecendo de dar o devido valor a essas coisas.
Eu tenho uma ligação bastante íntima com os meninos do grupo Dose Certa, que tocam no Bar Samba nas sextas à noite e na feijoada do sábado. Até participei - dançando - do clipe deles. Foram os meus 3 segundos de fama.
Alguns sábados atrás, estava eu, ouvindo aquele samba bom quando, de repente, entra uma noiva. É... uma noiva mesmo. Vestido branco, sapato branco, colarzinho, coisinhas brilhantes na cabeça e atrás dela, o trouxa, ops... quer dizer o noivo. Ele também estava todo elegante, gravata, camisa, costume, sapato, tudo combinando.
Eles tinham acabado de se casar e resolveram passar a "lua de mel" ouvindo o Dose Certa, ao vivo.
Foi uma sensação. Todos de boca aberta, abriram espaço para homenagear os recém-casados, que dançaram para todos os presentes.
Isso me fez pensar: O que leva um casal, que acabou de sair da cerimônia de casamento, resolver que deve ir a um bar, onde esta tocando um sambão ?
Só tenho uma resposta: esse grupo está além dos padrões que a gente conheçe. O Wilsinho, Alemão, Vinicius e o maestro Vitor DC são especiais.
Fico feliz de tê-los entre os meus amigos.
O dia que você puder, passe lá e veja o que você acha.
Pra quem não conhece o grupo, abaixo está o clipe em que participam Seu Jorge e o ator Ailton Graça, além de mim, claro.
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