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domingo, 10 de julho de 2011

Eu fui ... e gostei ... em Paris

Ah.... Paris!!!

Um dia vou ter que morar lá. Não existe lugar como Paris. Eu sei que não é nada original elogiar Paris. Nem dizer que a gente se sente em casa quando está lá. Muito menos falar que a comida é ótima, que os lugares são lindos e que os museus são espetaculares, e etc. Mas é tudo verdade. É dificil não ser repetitivo falando sobre Paris, simplesmente, por que já escreveram tudo sobre essa cidade.

Mas vamos dar uma olhada na sua vida noturna, voltada para nós, brasileiros.

Em outras ocasiões, eu postei lugares para se dançar gafieira ou ouvir música brasileira em Paris. Hoje, vou falar de um show que assisti em um lugar chamado Cabaret Sauvage (www.cabaretsauvage.com).


Esse lugar fica dentro do Parc de la Villette, no arrondissement 19, ou seja, um pouco fora de mão, mas muito facil para se chegar de metrô (veja imagem ao lado).

O parque é maravilhoso. Até os banheiros públicos dentro do parque são ótimos. Para quem conhece Paris, sabe que os banheiros nessa cidade são horrorosos. Não importa se é em um restaurante chique, um bistrô ou no Mc Donalds, quase todos são péssimos. Mas não os banheiros do Parc de la Villette. Pode ir sem medo.

O Cabaret Sauvage é uma casa de espetáculos montada em formato de circo, inclusive com a tradicional lona armada e o "picadeiro".

Em volta desse "picadeiro" tem o bar e várias mesas individuais (até 4 pessoas) e mesas maiores (até 8 pessoas) e ninguém paga a mais por essas mesas. Quem chegar primeiro, escolhe o lugar para sentar. É no "picadeiro" que o babado acontece. Dependendo do evento eles montam o palco em locais diferentes. As vezes fica no centro e, em outras ocasiões, em um dos cantos.

Fui assistir ao show do Diogo Nogueira. Eles colocaram o palco em um dos cantos do "picadeiro" e ficou um espaço bem grande na pista onde as pessoas podiam ficar de pé ou dançando, em volta do palco. De qualquer lugar que você ficasse, você tinha uma ótima visão do que acontecia.

O lugar estava cheio. Devia ter umas 1000 pessoas. Até o show começar, muita música brasileira do DJ de plantão. Dancei com minha amiga Maria Helena em uma pista excelente. Depois que o Diogo Nogueira entrou, a pista já estava cheia de gente, mas tinhamos ainda bastante espaço para dançar. Não dava pra rodar a pista, mas era bem satisfatório.

Nesse show ainda tinha um detalhe a mais: se você chegasse com 1 hora de antecedência, você tinha direito a um prato de feijoada.


Isso tudo por 15 euros, o equivalente a 36 reais.

Agora me diga uma coisa: por que aqui em São Paulo, o show dele chega a custar até 120,00 ?

Pagaram passagem Rio-Paris-Rio, estadia, alimentação e traslado para ele e para todos os integrantes da banda e cobraram apenas 36 reais. Por que aqui em São Paulo tem que ser tão caro ?

Dia 12/7, será a vez de Maria Rita, no Cabaret Sauvage por 25 euros. Esse mesmo preço será em Portugal, quando ela estará por lá, no dia 20/7. No dia 27/8 ela estará em Florianopolis, cobrando até 160 reais, o equivalente a 67 euros, quase o triplo do preço. Tem alguma coisa errada, não tem ? E olha que estou comparando com a 16ª cidade mais cara do mundo !!!

O Diogo Nogueira fez um show ótimo. A relação custo/beneficio é excelente. Preço baixo e show nota 10.

O Cabaret Sauvage é um lugar a se visitar. Ele tem shows de artistas de todos os lugares do planeta. Um espaço agradavel, confortavel e barato. Não deixe de assistir a um show nesse lugar. Deveria ser um passeio obrigatório, como visitar o Louvre.

Abaixo, um vídeo do show do Diogo Nogueira, no Cabaret Sauvage, em Junho/2011. Fui eu que filmei, no meu celular de 200 contos, por isso, sejam piedosos com a qualidade da imagem:

domingo, 14 de novembro de 2010

Eu fui... e achei legal (em Paris)



Na semana passada, falei sobre 2 bares legais em Paris e um local onde se pode aprender a dançar vários ritmos, inclusive gafieira.

Continuando o meu árduo trabalho de tentar arrumar uns bares legais em Paris, onde se pode ouvir e/ou dançar música brasileira, cheguei até mais 3 deles.

O primeiro se chama Le Café de la Plage e fica na 59 rue de Charonne. Essa rua fica entre a Bastille e a Nation e o seu acesso é muito fácil. Fui lá em uma sexta-feira, onde a partir das 22hs um grupo de brasileiros e franceses se reunem no subsolo do bar para tocar, cantar e dançar músicas brasileiras. Tenho que admitir que dançar é um pouco difícil já que o lugar deve ter uns 30 m2 e enche rapidinho. Alguns músicos são bons, mas a maioria é medíocre. O vocalista é amador. O que salva é que todas as pessoas que estão lá (maioria de franceses) ficam muito felizes e animados ao som dessa roda de amigos e tornam o ambiente muito acolhedor. Se você não for muito exigente, poderá virar até freguês constante, já que o chopp custa apenas 2,50 euros e na maioria dos outros lugares, o menor valor é 4,00 euros. Só tem um detalhe: eles não são contratados da casa. A qualquer momento, eles podem não estar mais por lá.

O Bizz'art é um lugar onde, toda quarta-feira, tem forró a noite toda. Com direito a aula gratuita e tudo mais. É um lugar bonito, com palco para shows, um bar bastante grande e um público agradável, de maioria francesa. Detalhe: uma grande parte deles fala português fluentemente. Muito recomendado. Só não vá nesse bar aos fins de semana, quando tiver festa brasileira. É a maior roubada. Um público feio, mal-educado, grosseiro, de um baixo nível surpreendente. O Bizz'art fica no 167 Quai de Walmy, próximo ao metrô Louis Blanc.

O outro lugar que fui se chama Los Mexicanos.

Ok. Ok. É claro que um lugar chamado Los Mexicanos deve ter um monte de Mariachis e se deve dançar muita salsa. É verdade. Tem mesmo, mas segunda, quarta e domingo é só música brasileira.

Na segunda, tem um forró com uma bandinha muito xinfrim, mas fica lotado de franceses, espanhois, poloneses e etc. Os brasileiros são minoria, mas os estrangeiros dançam muito bem. Tem alguns que vão ao nordeste do Brasil, constantemente, só para dançar forró.

Na quarta, é a noite do carnaval brasileiro, onde tem uma hora de aula de axé, samba no pé, com direito a mulata fantasiada e tudo.

O melhor dia é o domingo. A partir das 21hs, tem aula de dança e depois rola uma banda (também xinfrim) de gafieira que faz o povo dançar. Fiquei surpreso. O nível de gafieira deles é altíssimo. Dancei com uma dama japonesa, várias francesas, uma cidadã da Martinica e apenas uma brasileira. Todas elas arrasavam. Era muito bom dançar com elas. E os meninos não ficavam atrás. Eles tinham uma técnica muito boa, faziam passos avançados e você sentia que eles tinham uma leveza no dançar que me deixou de boca aberta.

A única coisa ruim é que acabou por volta da meia-noite, por que depois que a banda sai, fica tocando uma série de axés, pagodes e um monte de música ruim e o público muda completamente. Mesmo assim, vale a pena.

O Los Mexicanos, fica na 10 rue de papillon, próximo ao metrô Poissonnière (linha 7).

Infelizmente, ja voltei de Paris e estou escrevendo esse post aqui de Sampa. Por enquanto não teremos mais dicas da cidade luz. Mas como vou passar o reveillon em Madri (desejo de namorada, a gente tem que realizar), tentarei trazer mais noticias de bares internacionais em breve.

domingo, 7 de novembro de 2010

Eu fui... e Adorei (em Paris)

Pra mim, estar em Paris sempre me relaxa e me faz ter a esperança de que o mundo ainda tem solução, apesar dos nossos políticos e da nossa brava gente brasileira. Quase todo ano venho para cá, mas sempre tem uma coisa nova pra fazer, um lugar novo para desbravar e pessoas interessantes para conhecer.

Como estou me especializando em conhecer novos lugares, quando você estiver em Paris, algumas coisas são obrigatórias e, para quem dança ou gosta de música brasileira, existem alguns lugares que a nossa presença é requisitada. Vamos a eles:

Se você for ficar algum tempo em Paris e quer continuar a fazer aulas de gafieira, Zouk, LambaZouk, Salsa e etc, a dica é o Studio Massaro (290 boulevard voltaire - 11 arrondissement - metro Nation - http://www.studio-massaro.fr/). São duas salas muito bem decoradas, com um piso excelente e mesmo se você não sabe nada da língua de Proust, o professor francês - Sébastien Massaro - e sua parceira brasileira, Juliana Sanches, falam português. Recomendadíssimo.

Um outro lugar para se conhecer é o Studio L'Hermitage (8 rue de l'hermitage - metro Jourdain - http://www.studio-ermitage.com/). Entre no site, veja a agenda e descubra o que se tem pra assistir. A casa abre quase todos os dias. Todo último domingo do mês é a Gafieira Belleville. A banda é muito boa e a afinada vocalista só canta músicas brasileiras (sem nenhum sotaque, apesar de ser francesa). Excelente. Mas a sua programação é bem eclética. Se você gosta de tango, cumbia, milonga e outros ritmos, vai encontrar um dia pra você também. Os preços dos shows variam de 5 a 15 euros e o público esta entre 20 e 40 anos.

Outro lugar que melhorou muito desde a última vez que eu fui - em 2005 - foi o Blue Note (14 rue Muller - http://www.lebluenoteparis.com/). Essa casa, bem diferente da original, só toca música brasileira puxada para o jazz, mas com uma pista de dança que dá pra mostrar sua habilidades. O público está na faixa dos 30 a 45 anos. Certamente, você encontrará muitos brasileiros, o que nem sempre é uma coisa boa. Fique esperto, mas não deixe de conhecer. Não se paga para entrar. Ele fica pertinho da Sacré Coeur, em Montmartre, perto do metro Barbès Rochechouart, mas o melhor mesmo é ir de taxi.

Antes ou depois de ir a esses lugares não deixe de comer um "grec". Quem já foi ao centro de São Paulo já deve ter visto aqueles pedaços de carne pendurados e girando verticalmente, vulgarmente conhecidos como Churrasquinho Grego. O "grec" é isso ai, só que muito gostoso, acompanhado de salada, maionese e batata frita em um pão em formato de meia-lua ou no prato mesmo. O preço varia entre 4 e 6 euros. Coma. É muito bom pra acalmar a fome do fim de noite.

Na próxima semana dou mais umas dicas de Paris, finalizando o "Eu Fui" internacional.

Não deixe de vir a Paris e de curtir a noite daqui. Vale a pena.

Nas fotos acima, a primeira é a vista do Salão L'ermitage, a segunda é o logotipo do Blue Note.

Abaixo, um vídeo de Sébastien Massaro e Juliana Sanches